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Por que dentistas estão abandonando planos odontológicos

Os planos odontológicos surgiram com objetivo de baratear o custo da assistência à saúde bucal para um grupo grande de pessoas. Segundo a  dissertação de mestrado de Luiz Schiavolin Neto,  “Convênios e cooperativas odontológicas na região metropolitana de São Paulo: Uma análise operacional”, os primeiros planos datam do começo da década de 60, mas a regulamentação veio apenas em 1999, quando surgiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Existem vantagens e desvantagens para os pacientes com relação aos planos, mas hoje queremos discutir contigo pela ótica do dentista. O que está em pauta entre profissionais e operadoras é o futuro desse serviço e o quanto compensa ao profissional de saúde fazer parte dele.

Atender ou não planos odontológicos, a eterna questão

Os dentistas, principalmente os mais jovens, optam por fazer parte do caderninho de credenciados para começar a atrair clientela e construir um nome. O profissional que ainda não tem um público fiel conta com essa ferramenta para iniciar relacionamentos e desenvolver sua agenda.

Em geral, só a agenda. Não é muito difícil encontrar histórias de valores irrisórios sendo pagos, que não cobrem o tempo e o material utilizado na maioria dos casos. Se você não tem um amigo que reclamou disso, logo mais vai ter. Ah, vale lembrar ainda que, muitas vezes, quando o paciente indica outro, ele aponta o plano também. O ciclo se mantém.

Mas e os serviços extras? Quando se começa a atuar com planos odontológicos, é comum pensar na possível conversão de pacientes em serviços que não estão inclusos nos pacotes básicos que são comercializados pelas operadoras. Primeiro, nesse caso, é importante que se faça a conta para entender em qual ritmo e escala isso acontece. O segundo ponto é a importância da leitura do contrato com a operadora. Algumas apontam descontos que devem ser praticados para conveniados. Fique atento às cláusulas.

O levantamento de Schiavollin também comenta a alta burocracia solicitada pelos planos odontológicos para pagar por tratamentos. São radiografias, laudos e relatórios que comprovem os serviços que obrigam o profissional a dedicar muito tempo não previsto em funções que não estão ligadas ao atendimento do paciente.

O setor

A crise econômica está apertando os cintos de todos os brasileiros. Em 2015, vimos o setor de planos médico-hospitalares perder mais de 700 mil beneficiários. Em maio desse ano, o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) apontou uma queda 274 mil usuários de planos odontológicos nos 3 primeiros meses de 2016. Trata-se do maior encolhimento do setor desde 2000, quando o setor começou a ser acompanhado. Os dados são do boletim Saúde Suplementar em Números.

Segundo nota publicada à imprensa, o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, aponta que o resultado trimestral em queda é preocupante. “Não é possível identificar uma tendência ou se esse segmento vai encolher no decorrer do ano, mas só o fato de parar de crescer, a despeito da crise econômica, preocupa”, analisa.

Hoje são mais de 21 milhões de beneficiários de planos odontológicos, de mais de 400 operadoras ativas, segundo a Sala de Situação da ANS. Os planos odontológicos tiveram crescimento de 0,82% entre abril e maio (de 21.749.012 para 21.926.664). O aumento de beneficiários se deu em todos os seguimentos (planos individuais, coletivos empresariais e coletivos por adesão). A Odontoprev teve uma queda de 0,27% entre abril e maio. Amil cresceu 2,38%; Hap Vida, 3,9%; Interodonto, 0,35%; Sul América, 5,02%, e Porto Seguro, 2,11%.

Mudanças na pauta

Existem esforços genuínos de todos os lados para organizar melhor o setor e trazer benefícios para todos. Um exemplo recente é que, em maio, especialistas e gestores de saúde reuniram-se para colocar em pauta novas formas de prestação e remuneração de serviços pelas operadoras para 3 frentes, entre elas, odontologia. O debate, provocado pela ANS, teve como premissa projetos inovadores, que tragam o paciente como protagonista dessa relação.

“A reorganização da prestação dos serviços de saúde e a adoção de novos modelos de pagamento dos prestadores, que tenham o usuário como centro das ações ao invés de focar no pagamento por volume de procedimentos ou serviços, são medidas imprescindíveis e urgentes”, afirmou a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.

Seja proativo também

Mais do que ver a movimentação do setor pela melhoria da parceria dentista X planos odontológicos, faça seu caminho também, independente se acredita nesse formato ou não. Busque entender o mercado, melhores práticas de gestão do seu consultório e relacionamento com pacientes.

É preciso estar onde o paciente está. Por isso, além de produzir e promover conteúdo relevante (para ele e para você), utilize também uma forma de contato diferente e rápida com eles. O Gongo é um sistema online de agendamento que permite que os pacientes possam marcar sua consulta diretamente na sua página no Facebook ou em uma página de agendamento online com os seus horários. Além de relacionamento, você vai sentir uma redução de custos considerável e a diminuição de ausências na sua agenda, ajudando você nesse momento instável do mercado.